quarta-feira, 6 de julho de 2016

Prefeitura de Caaporã decreta Luto Ofici pelo falecimento de Salomão Veloso, pai do vice-prefeito


Prefeitura de Caaporã decreta Luto Ofici pelo falecimento de Salomão Veloso, pai do vice-prefeito



A prefeitura de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, decretou luto oficial de três dias a partir desta terça-feira (04) pelo falecimento do senhor Salomão Veloso, pai do vice-prefeito da cidade, Saulo Veloso e do empresário Saló Veloso.
Após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC ), o senhor Salomão Veloso ficou cerca se três meses internado, e na manhã de hoje veio a triste noticia do falecimento do patriarca da tradicional Família Veloso.
Exemplo de homem digno, sério, íntegro, conciliador e o principal, ético em suas atitudes, seu Salomão traçou sua vida junto com a história de Caaporã e deixa um exemplo para ser seguido por todos que tiveram a honra de conviver com ele.
O velório acontece na residência da Família em Goiana-PE e o sepultamento será realizado às 16h, no Cemitério Municipal de Goiana.
Os meus pêsames são pelo falecimento de seu pai, uma pessoa de quem você se orgulhou e sempre se orgulhará. Um homem que vocês defendeu em inúmeros momentos e que vocês amavam com todas as forças. Um pai que também foi feliz por ter um filho incrível como vocês, Saulo Veloso e Saló Veloso.
Caro amigo,
Através dessa mensagem, quero mostrar meus sentimentos pelo que ocorreu. Infelizmente, por obras de forças que estão acima de nós, nem tudo segue o rumo que desejamos. Todavia, Deus sabe o que faz e o que é melhor para cada um de nós.
Conte comigo sempre!

Rosendo Junior.


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Aline Karla A realização de um sonho de criança

Aline Karla A realização de um sonho de criança

São cinco horas da manhã de uma segunda-feira em Caaporã, na Zona da Mata Sul paraibana, a pouco mais de 60 quilômetros da capital, João Pessoa. É mais um dia de frete. Aline acorda e primeiro vai cuidar de atividades de casa que não abre mão, como preparar o café da manhã do marido e do filho de apenas seis anos, que já deve sair para a escola antes de ela se arrumar para o trabalho.


 
Pequenina, o corpo franzino, mas bem definido, fica quase imperceptível na larga camisa sem corte. ´É bom assim (referindo-se à camisa) para não perder o respeito dos colegas”, explica, falando sobre o forte preconceito, muitas vezes sob a forma de insinuações nem sempre românticas, que já foram mais fortes nos primeiros anos de trabalho mas que persistem até hoje. 

Vaidosa, Aline não deixa de lado alguns cuidados femininos mesmo trabalhando num ambiente predominantemente masculino. Os longos cabelos negros são presos num rabo de cavalo no alto da cabeça, calça jeans, sapatilhas cor de rosa e vistosas argolas completam o visual. 

Aline Karla da Silva tem 28 anos e há quatro é caminhoneira profissional, mas começou a pegar a carreta do pai aos 17. “Isso aqui é minha paixão”, repete várias vezes durante nossa conversa. 


 Já na rua de casa, arrumando a carreta de modelo Scania carregada com várias grades de cervejas que devem ser entregues até o final do dia em Natal (RN), ela conta um pouco mais sobre as dificuldades da profissão. “É preciso muita coragem, ousadia e força porque não é fácil pegar a BR”.

A paixão pelo veículo de carga pesada começou ainda na infância. Ela lembra quando o avô a colocava, junto com os irmãos e os primos, na boléia da caminhonete – uma festa para os pequenos. O avô e o pai de Aline também são caminhoneiros, mas nem sempre aprovaram a escolha da menina. “Meu avô e meu pai ficavam preocupados... vocês sabem, a fama de mulher de estrada, de ficar falada (...).”

 

 A escolha por se profissionalizar veio com o desejo de ajudar o pai, que sofre com uma doença crônica nas articulações e muitas vezes perdia o dinheiro do frete porque não tinha condições de dirigir. Era obrigado a depender de estranhos, a contratar terceiros para guiar a carreta pelas rodovias, sempre em percursos curtos. Depois de o pai perder uma carga importante, Aline tomou a decisão final. 

Sabendo que o pai não aprovaria – queria que a filha fosse enfermeira ou professora de matemática -, a paraibana escolheu um dia em que o pai estava fora e foi sozinha ao Detran do Recife (PE) tirar a habilitação tipo E. “Quando eu estava no meio do caminho, meu pai me ligou. Foi aquela confusão (...) ‘o que você pensa que está fazendo?, ele perguntava. O que você foi fazer, Aline! E eu, cheia de orgulho: 'Pai, estou tirando minha carteira de habilitação, estou me profissionalizando para pegar a estrada'”. 


 Foi com essa determinação que Aline aceitou fazer o que ela chama de prova de fogo: pela primeira vez, pegar a estrada sozinha. “Meu pai disse que eu ia fazer a prova de fogo dele. Que, se eu passasse, ele tinha certeza de que era isso mesmo que eu ia fazer da minha vida”. 

A carga deveria ser entregue em Garanhuns, no Agreste pernambucano. Era a primeira vez que ela iria para tão longe - mais de quatro horas na estrada percorrendo mais de trezentos quilômetros só na ida.

“Eu estava muito ansiosa, era muita adrenalina. Eu sabia que era uma prova final para mim (...) uma provação profissional. Quando eu cheguei em casa, meu pai olhou para mim, segurou na minha mão e disse: “Parabéns. Agora a decisão é sua.” Missão cumprida. 

Hoje, com a bênção do pai e o respeito conquistado, Aline só pensa em ter a independência de um dia possuir sua própria carreta para poder continuar a viver sua vida com paixão. 


 
 Fonte: Uol

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Destilaria Tabu realiza evento sobre Dia Mundial do Meio Ambiente em Caaporã

Destilaria Tabu realiza evento sobre Dia Mundial do Meio Ambiente em Caaporã


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A Destilaria Tabu, instalada em Caaporã, município do Litoral Sul paraibano, no intuito de colaborar com questões ambientais, realizará no dia 3 de junho, junto a colaboradores, equipe da Escola Enéas Possidônio e pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um evento voltado para a educação ambiental e o Dia Mundial do Meio Ambiente.
A empresa é reconhecida por realizar trabalhos que visam garantir a execução de processos produtivos nas áreas agrícola e industrial sem comprometer o ecossistema ao seu redor. Para preservar o meio ambiente, a unidade possui uma sementeira de reflorestamento, que cultiva plantas nativas de mata atlântica e frutíferas, além de promover o controle da emissão de fumaça da sua frota e a redução do consumo de água na lavagem da cana.
A equipe de pesquisadores da UFRN, que está realizando estudos na região sobre o Macaco-prego e a nossa biodiversidade, também participará ativamente do evento.
A educação ambiental é ensinada desde cedo na Agro Industrial Tabu para que todos, desde as crianças que são filhas dos funcionários, até os níveis gerenciais mais altos se envolvam nos processos de proteção da natureza.
Programação no dia 3 de junho:
► MANHÃ – Escola Enéas Possidônio
1) Realização de GINCANA ESCOLAR para estimular crianças a identificarem e associarem os comportamentos dos animais que fazem parte do habitat natural, mostrando a importância da conservação da biodiversidade;
2) Palestras com os temas:
– Poluição e Saúde Pública;
– Captura e tráfico de animais, sensibilizando sobre a relevância de preservar a fauna.
►TARDE – Auditório da Empresa
1) Realização de palestras para os colaboradores com os temas:
– Poluição e Saúde Pública, dando ênfase na disposição inadequada de resíduos sólidos e os problemas que a população enfrenta;
2) Captura e tráfico de animais, sensibilizando sobre a relevância de preservar a fauna.

domingo, 15 de maio de 2016

Rodrigo Soares deixa governo federal junto com Dilma e ministros


Rodrigo Soares deixa governo federal junto com Dilma e ministros

Ele era chefe de gabinete da Secretaria de Estado




O paraibano e ex-deputado estadual, Rodrigo Soares, deixou o governo federal nesta quinta feira ao lado da Presidente Dilma e dos ministros de Estado, entre eles o Ministro Ricardo Berzoini. Rodrigo era chefe de gabinete da Secretaria de Governo e seu nome saiu como exonerado no último diário oficial assinado pela Presidenta Dilma, antes de ser afastada do Palácio.
Rodrigo estava há um ano em Brasilia, convidado pelo Ministro Ricardo Berzoini, ele atuou no gabinete do Ministério das Comunicações e no Ministério da Secretaria de Governo. “Foi dado um golpe na democracia do país e não teria sentido nossa continuidade no governo, saímos todos de cabeça erguida e vamos continuar na luta pela democracia e pelo respeito ao voto popular no pais, o governo que ora assume não tem a legitimidade do voto, os brasileiros e a comunidade internacional não reconhecem esse governo que se instalou a partir de um processo de impedimento da presidenta sem nenhum fato jurídico concreto”, declarou o ex-deputado Rodrigo Soares.
Ao lados dos ministros, de lideranças sociais, parlamentares e lideres de diversos políticos, Rodrigo Soares participou do ato da presidenta Dilma, que deixou o Palácio do Planalto pela porta principal e foi recebida por milhares de pessoas na rua. “Continuaremos nossa caminhada na defesa da democracia que precisa ser recuperada no pais e lutaremos também na defesa das conquistas das famílias e dos trabalhadores que o governo que se instala já começa a ameaçar com novos impostos e mudança na legislação trabalhista e previdenciária” afirmou Rodrigo Soares.
Veja a exoneração no Diário Oficial:
Da Redação

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Destilaria Tabu promove festa no Dia do Trabalhador com torneio de futsal

Destilaria Tabu promove festa no Dia do Trabalhador com torneio de futsal


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A Agroindustrial Tabu, localizada na cidade de Caaporã no Litoral Sul da Paraíba, organizou uma grande festa em comemoração ao Dia do Trabalhador.
Durante a manhã e início de tarde deste domingo (1º), a destilaria convidou trabalhadores e familiares para um dia de confraternização no local, oferecendo uma feijoada. Na ocasião, teve o encerramento do Torneio do Trabalhador, um campeonato de Futsal interno que reuniu oito equipes, e todos os jogos foram realizados na quadra de Esporte da Tabu.
As equipes participantes foram as de setores distintos da Agroindustrial:
Do Trafego, Corte de Cana, Oficina de Veículos, Plantio, Industria, Descarte e Abastecimento, Herbicidas e Administração.
A partida final aconteceu entre Herbicidas e Indústria, e o time Herbicidas foi o grande campeão da competição, vencendo o jogo por 3 a 2.
Representando o diretor da Tabu Roberto Leão, esteve presente José Carlos que é Presidente do Atlético Clube.
Os organizadores do evento foram: Carlos André que é o diretor esportivo, Samuel Pedro Diretor Social, Ricardo Henrique e o Professor ginástica Laboral do SESI/PB.
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sábado, 9 de abril de 2016

EDITAL DO CONCURSO PÚBLICO 001/2016

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O Prefeito Municipal de CAAPORÃ, no uso de suas atribuições legais faz saber que, para preenchimento de vagas do quadro de funcionários da prefeitura, será realizado: CONCURSO PÚBLICO 001/2016.
O concurso será realizado pela CONPASS – Concursos Públicos e Assessorias e as inscrições serão realizadas no período de 18/04/2016 à 22/05/2016, exclusivamente na forma online pelo sitiowww.conpass.com.br , mais informações faça o download do edital com todas os requisitos no link ao lado > EDITAL DE ABERTURA DO CONCURSO_CAAPORA .
Prefeitura Municipal de Caaporã, Compromisso com Desenvolvimento e a Geração de Emprego.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

UBS Mangabeira é inaugurada em Caaporã, a Prefeitura chega a sua 8ª unidade.

UBS Mangabeira é inaugurada.



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O atendimento em saúde para a população do Conjunto Mangabeira já conta com mais conforto e estrutura desde a última segunda feira (14). A prefeitura de Caaporã, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde entregou a população da Comunidade uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
O ato foi realizado pela Primeira Dama da cidade, Dra. Ivanilda Soares juntamente com a Secretária de Saúde, Mirian Domingos. A unidade fica localizada na Rua da escola, S/N. Com a entrega da UBS Mangabeira, a Prefeitura de Caaporã chega a sua 8ª unidade construída ou reestruturada.
A nova unidade vai contar com sala de coleta e sala de curativos, além de consultórios médicos, odontológicos e farmácia. O espaço vai comportar quatro equipes de saúde da família, que atenderão as mais de 1.000 famílias cadastradas. Considerando a média de quatro membros por família estipulada pelo IBGE, estima-se que 4.000 pessoas serão beneficiadas com a obra.
Serviços – Os usuários da UBS Mangabeira terão acesso a consulta médica e odontológica. Entre os serviços de enfermagem estão os de vacina, nebulização, curativo, injeção, retirada de pontos, aferição de pressão arterial e glicemia capilar. O espaço também acompanha grupos operativos, como idosos e gestantes, e realiza atividades educativas, visitas domiciliares e marcação de exames e consultas especializadas.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Caaporense ilustre volta à cidade após décadas morando nos Estados Unidos e visita historiadora

Caaporense ilustre volta à cidade após décadas morando nos Estados Unidos e visita historiadora


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Escritor Domicio Coutinho e a historiadora Lúcia Santos em Caaporã
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Após décadas sem visitar sua cidade natal Caaporã, e sem vir ao Brasil, o Caaporense ilustre, Domício Coutinho, aproveitou o período de férias para rever a terra onde nasceu. Domício e sua esposa estiveram em Caaporã neste domingo (21), onde foram recepcionados pela historiadora Lúcia Santos de Lima, que apresentou à ele um cordel que fez em sua homenagem.  Aos 83 anos, o escritor Domício Coutinho fez o que muita gente sonha e não realiza: espalhar cultura brasileira pelo mundo.
Nascido em Caaporã, o paraibano espalha a literatura e cultura brasileira nos Estados Unidos (EUA), onde vive há 56 anos.
Ao lado da historiadora, Domicio visitou uma das mais antigas igrejas da região e esteve na residência de Lúcia Santos que o presenteou com um livro que conta a história de Caaporã.
Nosso Portal do Litoral foi a fonte de pesquisa para que Domício voltasse a sua terra, pois sempre publicamos matérias sobre ele, fato que chamou atenção dos familiares e o faz acessar por diversas vezes o site para ter noticias da Paraíba.
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A História de lutas e sucesso do escritor Domicio Coutinho, é celebrada com muito orgulho por quem tem a oportunidade de conhecê-la.
O jovem Coutinho nunca imaginou viver em Nova York e fundar a Brazilian Endowment for the Arts (BEA), instituição que divulga a cultura brasileira na principal cidade norte­americana. Mas foi justamente o que aconteceu.
“O Brasil está na boca do mundo. A comida, o Carnaval, a música, as meninas, tudo é celebrado, mas a nossa literatura infelizmente não é”, explica o brasileiro no meio dos 6.000 volumes da Biblioteca Machado de Assis, uma das raras bibliotecas de literatura brasileira nos EUA abertas ao público e que está instalada em Manhattan.
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Com cerca de 35 escritores associados e centenas de eventos realizados nos últimos dez anos, a BEA atrai muitos visitantes brasileiros e realiza anualmente o encontro de escritores de todo mundo no local.
Coutinho sabe que o seu trabalho não está terminado ­ e que, aos 83 anos, poderá não viver para testemunhar o reconhecimento que sonha para a literatura do Brasil. “A minha família, os meus filhos, têm instruções para continuar este trabalho”, diz.
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O ex-­seminarista nasceu três meses depois do pai ter morrido. Com sete filhos para criar, a mãe deixou a pequena cidade de Caaporã e foi para Pernambuco.
Aos 12 anos, o paraibano entrou para um seminário e dez anos mais tarde foi para Roma estudar na Pontifícia Universidade Gregoriana, até que viajou com um amigo pela Europa e na Áustria conheceu o primeiro amor. “Senti que não era vida para mim”, explica.
Durante três anos, Coutinho trocou cartas de amor com uma jovem austríaca e quando retornou ao encontro da moça, o romance terminou e ele partiu para Nova York, onde vive até hoje. Casou­-se com uma brasileira e teve dois filhos. Depois de alguns anos de aluguel, decidiu comprar um edifício de três apartamentos no Queens por US$ 14 mil. Vivia em um e alugava os outros dois. Três anos depois, vendeu a casa por US$ 55 mil. Comprou outra, que tornou a vender. Depois uma terceira, e outra, e outra. Fez fortuna.
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As casas dele rapidamente se tornaram pontos de encontro para os intelectuais da diáspora brasileira. O grupo cresceu e, anos depois, começou a reunir-­se no consulado brasileiro em Nova York.
No início dos anos 2000, o espaço era, muitas vezes, indisponível e começava a ser pequeno para os milhares de volumes que se acumulavam.
Perto dos 70 anos, Coutinho já não alimentava a ilusão da infância de que seria um escritor de sucesso ­planejou lançar suas memórias, “Aventuras de um Pau­ de­ Arara”, que terminou como um livro de poemas. Além disso, ele publicou também um romance.
Cordel de Domício Coutinho
Por: Lúcia Santos de Lima
I
Queridos Caaporenses
Prestem bem atenção
Este cordel que eu faço
É com grande emoção
Homenageando esta pessoa
Que veio a nossa cidade
A quem tenho admiração.
II
Esta pessoa é
Um grande conterrâneo
Que há 56 anos vive
Num país que não é nosso
Mas todos hão de convir
Que hoje ele está aqui
Neste recanto que é nosso.
III
Este conterrâneo é
O Senhor Domício Coutinho
Que saiu da nossa cidade
Ainda bem pequenininho
Mas que hoje veio rever
O seu pequeno torrãozinho.
IV
A sua biografia
Agora eu vou relatar
Com muito orgulho e carinho
Sua história contar
Para que todos saibam
O tesouro escondido
Que tinha este lugar.
V
José Domício Coutinho
É o seu nome completo
É natural de Caaporã
No tempo de Boca da Mata
Nós só temos a agradecer
Por nossa cidade ter
Um cidadão diplomata.
VI
Domício Coutinho nasceu
Em primeiro de maio de 1931
É casado com Socorro Vanzan
A mulher de quem ele é fã
Que lhe trouxe sucesso na vida
Dando-lhe dois filhos maravilhosos
Formando sua nova família.
VII
Senhor Domício Coutinho
Talvez não conheceu seu pai
O mesmo faleceu muito cedo
Deixando um vazio total
Numa família de 7 filhos
Que no romper do ano novo
Ficaram todos sem pai.
VIII
Sua mãe preocupada
Com o que aconteceu
Vendeu tudo que tinha
Foi assim que sucedeu
Partiu com suas riquezas
Seus 7 filhos queridos
Que um dia Jesus lhe deu.
IX
Partindo com estes filhos
Para o Estado de Pernambuco
Para tentar a sorte
E também recomeçar tudo
Confiando no próprio destino
Pediu proteção ao Divino
E seguiu seu novo rumo.
X
Chegando em Pernambuco
Começou a sua luta
Para criar seus filhos
Mas não desistiu da labuta
Pois o ditado já diz
Fardo pesado Jesus só dar
A quem pode carregar.
XI
Os tempos se passaram
Domício começou a estudar
Aos doze anos de idade
O seminário foi frequentar
Pois era sua vocação
Servir de sacristão
E para Jesus trabalhar.
XII
Estudou em uma escola na Várzea
Depois no seminário em Olinda
Seguindo sua vocação
Dentro daquela instituição
Foi até a região Sul
Onde fez Filosofia
No estado do Rio Grande do Sul.
XIII
Não pense que parou
Agora é que começou
Domício foi mais além
Bacharelou-se em Teologia
Isto foi em Roma
Na capital da Itália
Que ele estudou também.
XIV
Faltava-lhe um ano
Para sua ordenação
Quando Domício descobriu
Que não era a sua vocação
Desistiu do celibato
Pois não era seu “barato”
A vida de padre não.
XV
Voltou para o Recife
Mas não desistiu de estudar
Bacharelou-se em Anglo- Germânica
Ali era o seu lugar
Concluindo também
O segundo ano de direito
Mas nada deixou passar.
XVI
Neste mesmo período
Domício então resolveu
Rever o seu grande amor
Que em Viena deixou
Era uma viagem triangular
Que incluía Nova York
E também este lugar.
XVII
Na catedral São Patrício
Domício foi até lá
Ouvir do famoso Fulton Sheen
E seus pecados confessar
Não sei o que tinha feito
Mas queria de todo jeito
Sua consciência limpar.
XVIII
Naquele momento Domício
Começou a lhe falar
O que tinha acontecido
Em sua vida particular
O pecado não saia em inglês
Domício disse-lhe então
É em latim que eu vou contar.
XIX
O padre impressionado
Com a sua confissão
Não se sabe com o pecado
Ou com o latim então
Resolveu dar a Domício
Ali mesmo naquela igreja
Um emprego de sacristão.
XX
A partir daquele momento
Domício estava empregado
Com mesada e salário mínimo
Para auxiliar aquele padre
Foi assim que aconteceu
Na cidade de Nova York
Os primeiros dias seu.
XXI
Depois de três meses
Domício voltou a estudar
Na Universidade de Nova York
O mestrado foi cursar
Defendendo a tese
Em literatura comparada
E mais um objetivo alcançar.
XXII
Mas ainda tem mais
Não pense que parou
Domício também é escritor
Autor de várias obras
Em inglês, espanhol e português
Ele é mesmo um poliglota.
XXIII
No ano de 1976
Domício também lançou
Seu primeiro livro de poesias
Que de Salomônica chamou
A Pongetti editou
A obra deste autor
Que é de grande valor.
XXIV
Vejam só minha gente
Ele é muito inteligente
Escreveu outro livro
Que é cara da gente
Este livro chama-se
Aventuras de um Pau-de-Arara
Que do nordestino é mesmo a cara.
XXV
Ele escreveu também
Duke o Cachorro Padre
Um livro de romance
Editado pela Bagaço
Por sinal muito importante
Você viaja no mundo
Ao lado dos seus componentes.
XXVI
Domício Coutinho hoje
Vive em Nova York
Com sua biblioteca brasileira
Atendendo os seus negócios
Venceu todas as barreiras
Teve uma brilhante carreira
E conquistou seu espaço.
XXVII
Este Caaporense hoje é
Destaque em nosso pais
É um paraibano ilustre
Que conquistou o que quis
É por isto que eu me orgulho
De ter esta criatura
Da cidade onde nasci.
XXVIII
Obrigada Senhor Domício
Por ter atendido o convite
E ter vindo a nossa cidade
Que também é seu recinto
Por isto sinta-se à vontade
Nesta pequena cidade
Porque dela você faz parte.
XXIX
Senhor Domício Coutinho
Caaporã só tem a te agradecer
Por este momento impar
E que foi para valer
Pois sua história de vida
Já ficou registrado
Para todo Caaporense saber.
XXX
Aqui eu vou terminando
Este cordel que eu faço
Dedicado a Domício e família
Pelo brilhante trabalho
De mostrar para Nova York
A cultura brasileira
E também seus exemplares.